domingo, 12 de abril de 2020

Covid-19: Angola mantém os 19 casos infectados




O país mantém os 19 casos de infecção por Covid-19, não registando mais nenhum caso positivo nas últimas 48 horas, revelou ontem à imprensa, em Luanda, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
Fotografia: DR


A titular da pasta da Saúde reiterou que o país mantém os 19 casos, dois óbitos e dois recuperados. Disse ainda que o Laboratório Nacional de Saúde processou 1.154 amostras das quais 19 positivas, 1.058 negativas e 77 continuam em processamento.
Silvia Lutucuta informou, igualmente, que todos os cidadãos que estavam em quarentana institucional já foram todos testados, sendo que estão em testagens os profissionais de saúde que acompanham estes casos, assim como os trabalhdores das unidades que albergaram os cidadãos em quarentana.Sílvia Frisou que o cumprimento das medidas estabelecidas pelo Decreto Presidencial do Estado de Emergência, controlo e vigilância epidemiológica vai reduzir o risco de contaminação comunitária.
O Estado de Emergência, acrescentou a ministra, estabeleceu medidas excepcionais que têm como principal objectivo o corte da cadeia de transmissão da Covid-19, evitando mortes e grande impacto socio-económico em Angola. “A melhor medida para evitar o contágio é ficar em casa. Apenas devem deslocar-se em caso de necessidade extrema ou de trabalho”, sublinhou a titular da Saúde.
Em relação às pessoas em quarentena institucional, assegurou que todos já foram testados “e, nesta altura”, estão a ser rastreados os profissionais de saúde que faziam o acompanhamento dos viajantes.
Número de mortos em Africa  sobe para 630
O número de mortes provocadas pela Covid-19 em África é de 630 num universo de 12.219 casos registados em 52 países, de acordo com a mais recente atualização dos dados da pandemia no continente.
Segundo o boletim do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (CDC África), nas últimas 24 horas, o número de mortes registadas subiu de 572 para 630, enquanto as infecções passaram de 11.400 para 12.219. O CDC África registou, também, 1.559 doentes recuperados após a infecção.
A pandemia afecta já 52 dos 55 países e territórios de África, com quatro - África do Sul, Argélia, Egito e Marrocos - a concentrarem mais de metade das infecções e mortes associadas ao novo coronavírus.
Todos os países africanos lusófonos registam casos da doença, com a Guiné-Bissau a ser o mais afectado, com 36 infecções pelo novo coronavírus.
Angola tinha, até ontem, 19 casos confirmados de Covid-19 e duas mortes.
Moçambique tinha 17 casos declarados de infecção pelo novo coronavírus e Cabo Verde, sete entre os quais um morto.
Na quinta-feira, as autoridades Cabo Verde anunciaram que morreram 12 cidadãos cabo-verdianos no estrangeiro vítimas da doença.
São Tomé e Príncipe, o último país africano de língua portuguesa a detectar a doença no seu território, registava, até ontem, quatro casos confirmados.
Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, estão confirmados 16 casos positivos de infecção.

Programa de apoio às famílias vulneráveis sofre ajustes

João Dias


O ajuste surge em função do contexto emergencial que o país e o mundo estão a viver. A garantia foi dada pelo coordenador do grupo técnico do programa e secretário dos Assuntos Económicos do Presidente da República, Lopes Paulo, na conferência de imprensa realizada no termo da terceira reunião ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, realizada, quinta-feira, no Centro de Convenções de Talatona (CCTA), em Luanda.
Se, antes, o programa estava desenhado apenas para atender famílias pobres monetariamente, o processo de ajuste ao programa, que deve ocorrer nos próximos dias, vai alargar-se a grupos como idosos, portadores de VIH-Sida e de outras doenças. Para tal, foi criado um grupo técnico que vai estudar as diversas variáveis que envolvem o programa para evitar o máximo possível constrangimentos que possam surgir a meio do processo. O valor dos benefícios vai, também, sofrer reajustes.
Segundo Lopes Paulo, a comissão técnica está a tomar medidas para reajustar o programa em função da emergência, adequando-o para dar respostas a esta fase. Essa readequação, afirmou, visa incluir famílias que não estavam previstas ou abrangidas na versão original.  “Temos outros estratos sociais em nível de risco neste momento, designadamente idosos, portadores de VIH e de outras doenças que impedem pessoas de terem mobilidade e rendimentos. Temos consciência que muitas famílias, em função das restrições nos movimentos, poderão ficar sem rendimentos. São sobre estes grupos que o grupo técnico está a trabalhar para fazer o reajuste deste programa e assim atender esta fase de emergência”, esclareceu.
O objectivo, disse, é atender aquelas famílias, que nesta altura, vão estar muito aflitas por deixarem de exercer a actividade. “Dentro da próxima semana, teremos elementos mais concretos sobre o programa que vai sofrer também reajustes no seu valor”, prometeu. O Programa de Transferências Monetárias, que é parte do amplo Programa de Fortalecimento da Protecção Social em Angola, tem a fase piloto projectada para começar em Maio deste ano e deve beneficiar, com 8.500 kwanzas, para cada uma das 1.608.000 (um milhão e seiscentos e oito mil famílias).
Para já, os municípios do Nzeto (Zaire), Cambundi Catembo (Malanje), Cacula (Huíla), Cuito Cuanavale (Cuando Cubango) e Ombadja (Cunene), devem beneficiar do programa, na fase piloto. As famílias daqueles municípios poderão ter este beneficio social durante 12 meses.  A previsão é que sejam beneficiadas, até 31 de Dezembro do ano em curso, 300 mil famílias, incluindo as cinco mil da fase piloto. Na sequência, em 2021, o programa prevê abranger 700 mil famílias e em 2022, último ano da sua vigência, deve beneficiar 608 mil famílias. O objectivo é reduzir a pobreza de 36 por cento, em 2017, para 25 por cento, em 2022.
O ministro da Economia e Planeamento esclareceu que o país procedeu, em 2018, a um inquérito sobre pobreza multidimensional nos municípios, o que permitiu obter dados sobre a situação real em todo o país. Sérgio Santos explicou que a pobreza multidimensional está estratificada em cinco níveis e foi nessa base que foi preparado o Programa de Transferências Monetárias.
O ministro assegurou que poderão, nos próximos dias, estar disponíveis recursos suficientes para micro-crédito, uma forma de incentivar a conversão do mercado informal para formal. O objectivo, disse, é dar dignidade e proporcionar incentivos para uma rápida transição daqueles agentes económicos para a formalização.
Para Sérgio Santos, o que o Governo vai fazer, de imediato, é reestruturar as actividades do sector informal, organizar os mercados, a venda ambulante e aproveitar a fase actual para reestruturar e dar dignidade a estas actividades.

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